quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Problema moderno e antigo

Um grupo internacional de cientistas descobriu que problemas cardiovasculares eram conhecidos dos antigos egípcios, indicando que é preciso olhar além dos fatores de risco modernos para compreender adequadamente as doenças do coração. Os pesquisadores identificaram a formação de arteriosclerose em múmias com cerca de 3,5 mil anos. O endurecimento da parede arterial, causado pelo depósito de gordura, cálcio ou outras substâncias na parede das artérias, pode provocar infarto ou derrame. O estudo foi apresentado em reunião da American Heart Association, nesta terça-feira (17/11), em Orlando, nos Estados Unidos, por Randall Thompson, professor de medicina do Mid American Heart Institute. Um artigo sobre a pesquisa será publicado na edição desta quarta-feira (18/11) do Journal of the American Medical Association (JAMA).

O grupo usou tomografia computadorizada para examinar em raio x 20 múmias do Museu de Antiguidades Egípcias, no Cairo. As múmias datam de 1981 a.C. a 364 d.C. Os cientistas encontraram evidência de vasos sanguíneos e de tecido do coração em 13 múmias. Em quatro, o coração estava intacto. O grupo confirmou em três delas sinais inequívocos de arteriosclerose, com outras três consideradas como prováveis portadoras de endurecimento arterial.

Segundo o estudo, a calcificação se mostrou significativamente mais comum em múmias de indivíduos que morreram com idade estimada de 45 anos ou mais. Não foi verificada diferença no endurecimento das artérias entre homens e mulheres.

Das múmias analisadas, a mais antiga com arteriosclerose morreu entre 1570 a.C. e 1530 a.C. De acordo com o grupo, o trabalho é novo indicador de que a doença não é exclusiva do homem moderno, uma vez que se fazia presente há mais de três mil anos.

Nota do terapeuta naturalista Cláudio Lima: Doenças cardiovasculares estão relacionadas ao consumo de gorduras (inclusive azeite), e hoje são consideradas um dos maiores problemas de saúde pública. Veja o que diz o Senhor: “E disse: Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos Seus olhos, e deres ouvido aos Seus mandamentos, e guardares todos os Seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois Eu sou o Senhor, que te sara” (Êx 15:26).

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Como não engordar a criança na festa

Se existe uma coisa que me revolta é ver uma mãe insistindo para a criança pequena tomar refrigerante. Já vi essa cena algumas vezes em restaurantes, em fins de semana. Às vezes, a criança nem quer mais, mas a mãe empurra o copo com canudinho até ela sugar tudo até o fim. Com o mesmo afinco com que insiste com a colherada de sopa de legumes ou mais um pedaço de abóbora. Como se fosse nutritivo. Como se fizesse bem para a criança. Pra quê? Todo mundo sabe que refrigerante é carregado de açúcar, corante e outras substâncias desnecessárias ao nosso organismo. É só ler a embalagem, está tudo escrito lá. Todo mundo sabe que açúcar engorda. Todo mundo sabe que a obesidade infantil é um problema crescente de saúde no Brasil. E bebidas com edulcorantes artificiais não são recomendadas para crianças. Então... pra quê?

Uma pesquisa da GfK sobre o consumo de bebidas não alcoólicas, realizada em julho de 2008 e divulgada esta semana, mostra que os refrigerantes sabor cola são o quinto produto mais ingerido dentre todas as bebidas sem álcool mais consumidas pelo brasileiro. No topo do ranking, segundo a pesquisa, está a água. Sucos naturais de frutas feitos em casa ficaram em oitavo lugar. Em volume de líquidos ingeridos, a pesquisa Liquemetrics mostra que o refrigerante é o segundo maior na média, perdendo apenas para a água. Quando separado por faixas etárias, o consumo de refrigerante aparece em 50% das crianças entre 1 e 5 anos e em 66% das crianças de 6 a 11 anos. O maior consumo de refrigerantes acontece na adolescência: mais de 70%.

O refrigerante parece estar dotado de uma aura de tradição que as pessoas não querem abandonar. Quem já foi a uma festa de aniversário de criança em que não houvesse refrigerante? Soa impensável. Talvez tão impensável quando não dar presentes. Pois ele está lá, com seu lugar garantido ao lado dos também indispensáveis brigadeiros e salgadinhos fritos. As guloseimas gordurosas e açucaradas parecem ter se transformado naquele convidado que não pode faltar, senão a festa fica sem graça. E é justamente nessa associação que eu acho que mora o perigo. Dia especial = diversão = junk food? É isso que estamos ensinando às crianças?

A responsabilidade dos pais é tamanha na formação dos hábitos alimentares dos filhos que, nos Estados Unidos, onde a obesidade afeta um terço da população e não poupa crianças, as autoridades já estão radicalizando. Algumas crianças americanas com obesidade mórbida já foram afastadas de suas famílias em razão da incompetência dos pais em fazê-las perder peso. Na Grã-Bretanha também já houve casos. Um cara chamado Tam Fry, presidente da Fundação Britânica para o Crescimento da Criança, está tentando mudar a legislação para classificar a alimentação exagerada como forma de abuso infantil.

Será mesmo preciso chegar a esse ponto?

Ao dar uma festa de aniversário para os filhos, os pais estão ensinando como comemorar uma passagem da vida, como se divertir, como compartilhar. A criança está crescendo e aprendendo a fazer escolhas. É o momento de ela eleger os brinquedos favoritos, os amigos favoritos e até as comidas favoritas. Todo mundo sabe - porque os especialistas vivem dizendo e porque todos temos memória - que o que a gente gostava de comer quando criança vai influenciar nossos hábitos alimentares na vida adulta. Então por que não aproveitar a festa para oferecer oportunidades de escolhas que façam bem à criança? Não será mais interessante ela tomar como favoritas as escolhas mais saudáveis?

Consultei a chef Fernada Sayeg, dona do bufê Snob Food, que faz comida chique para adultos e crianças. Ela acredita que as festas saudáveis sejam uma tendência, embora estejam acontecendo mais nas famílias ricas, por enquanto. Fernanda diz que nessas festas mais requintadas as opções são mais variadas. Quem não quer os salgadinhos de sempre pode aguardar que o garçom traga os quitutes mais nutritivos. E ela diz que não é difícil conseguir que a criançada avance na ala saudável do cardápio. Quando a comida é bem feita, gostosa e bem apresentada, com enfeitinhos coloridos, o sucesso é total.

A meu pedido, Fernanda fez uma lista das comidinhas bacanas que podem encantar as crianças e nutri-las ao mesmo tempo entre uma brincadeira e outra. Entre elas:

- bastões de cenoura com molhinho de queijo
- batatinha de carinha assada
- espetinho de tomate cereja com mussarela de búfala
- gelatina
- papinha de manga
- pamonha
- espetinho de morango com calda de chocolate
- saladinha de frutas
- sopinhas frias ou quentes
- sanduichinho de frango desfiado com cenoura e maionese
- milho cozido...

A mim parece perfeitamente possível organizar uma festa infantil bonita, divertidíssima e saudável, que as crianças adorem do mesmo jeito. As nossas lembranças de infância certamente ajudarão nesse projeto. Ou as receitas da vovó. Ou as receitas da internet mesmo. Eu acrescentaria à lista da Fernanda o que eu gostava de comer nas férias enquanto assistia à Sessão da Tarde: canjica, pinhão, pipoca, bolo de banana e outras delícias caseiras. Quanto ao refigerante, embora ele estivesse também presente nas minhas festas de aniversário, eu preferiria, hoje, substituí-lo por bebidas saudáveis e talvez ainda mais refrescantes, como sucos naturais de frutas de cor bem bonita. Entre minhas preferidas está o suco de erva cidreira com limão, que conheci num evento escolar. É preciso encontrar um maço da erva com folhas bem verdes, de preferência colhidas no dia, batê-las no liquidificador com água e limão e reservar na geladeira. Fica lindo e delicioso. Gosto também de chá mate gelado feito em casa. Esse é mais fácil: basta comprar o chá solto, sem ser em forma de sachês, preparar com água quente e pôr pra gelar. Sem muito açúcar, por favor.

As crianças são capazes de gostar de muitas coisas. E a primeira coisa a fazer para elas ampliarem seu repertório alimentar é oferecer tudo que há de bom. Assim, aumentam as chances de elas fazerem associações do tipo comida saudável = gostoso = especial.

(Francine Lima, Época)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Casamento feliz = melhores noites de sono

Ter um casamento feliz pode ajudar as mulheres a ter uma boa noite de sono, segundo estudo da Universidade de Pittsburgh, nos EUA. A análise de quase duas mil mulheres casadas, com idades entre 42 e 52 anos, indicou que aquelas que relatavam ser mais felizes no casamento tinham menor propensão a distúrbios do sono. As participantes tiveram de classificar a felicidade no casamento em uma escala crescente de um a sete, e responder se tinham dificuldade em cair no sono, permanecer dormindo ou se acordavam muito cedo sem conseguir dormir de novo. E, avaliando também outros fatores que poderiam afetar o sono, como sintomas depressivos, problemas econômicos ou no trabalho, presença de crianças em casa, consumo de álcool e cafeína, atividade sexual e status hormonal, os pesquisadores concluíram que se sentir feliz no casamento apresenta benefícios para o sono.

(WebMD)

domingo, 15 de novembro de 2009

Mesmo pouco exercício beneficia a saúde

Apesar de os especialistas recomendarem a prática de atividades físicas cinco vezes por semana, mesmo apenas 30 minutos de exercícios em um ou dois dias da semana pode trazer benefícios para a saúde física e mental, segundo o Índice Gallup-Healthways de Bem-Estar de 2009, medida oficial americana de saúde e bem estar. Baseado em 288 mil entrevistas por telefone, a pesquisa indica que o fato de não se exercitar em uma semana específica estaria associado a 35% maior incidência de obesidade, enquanto a atividade física de 30 minutos em um ou dois dias da semana reduziria a incidência para 28%.

Em relação à saúde mental, os pesquisadores descobriram que aqueles que faziam atividades físicas um ou dois dias na semana tinham maiores pontuações em uma escala de saúde emocional, comparados aos sedentários. E a depressão seria menos comum entre os participantes fisicamente ativos.

Os pesquisadores destacam, porém, que, apesar de os resultados na saúde física e mental serem melhores para aqueles que fazem atividades físicas com mais frequência – quatro a seis dias na semana –, se exercitar todos os dias não é o ideal. Os participantes que o faziam apresentaram maior incidência de obesidade (20%, contra 19%) e menor índice de saúde emocional do que aqueles que se exercitavam cinco ou seis vezes por semana. Segundo os autores, um regime intenso de exercícios pode ser fisiologicamente e psicologicamente cansativo, afetando a qualidade de vida.

(WebMD)

Café atrapalha o sono

A cafeína é uma das substâncias mais consumidas por pessoas que procuram se manter acordadas, como aquelas que trabalham à noite. Porém, uma nova pesquisa aponta que a substância pode atrapalhar a qualidade do sono daqueles que a consomem, mesmo que seja durante o dia. De acordo com Julie Carrier, autora do estudo e professora de psicologia da Universidade de Montreal, no Canadá, o efeito da cafeína afeta o sono ainda mais nas pessoas mais velhas. A pesquisadora afirma isso de acordo com um estudo realizado com 24 pessoas em dois grupos de idade: 20 a 30 anos e 45 a 60.

Os participantes do estudo passaram duas noites sem dormir nos laboratórios. Depois, eles receberam uma pílula de cafeína ou um placebo, e três horas depois receberam permissão para dormir. Mesmo com a extrema privação de sono, as pessoas que ingeriram a cafeína tiveram o sono afetado negativamente, principalmente os mais velhos, que dormiram 50% menos que o normal.

Nos dois grupos de idade, a substância diminuiu a eficiência do sono, a sua duração e o sono REM, que é quando o corpo mais descansa. “Todos conhecemos alguém que diz que dorme como um bebê depois de uma xícara de café”, diz Carrier. “Embora elas possam não perceber, o seu sono não será tão profundo e provavelmente será mais conturbado”, completa a pesquisadora.

(Hypescience)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

TV em excesso e mau comportamento de crianças

Quanto mais tempo uma criança de três anos de idade passa em frente à TV, maiores são suas chances de se comportar agressivamente, segundo estudo publicado na edição de novembro da revista médica Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine. Avaliando mais de 3 mil mulheres de 20 cidades americanas que tiveram filhos entre os anos de 1998 e 2000, os pesquisadores notaram também que mais de dois terços das mães relataram que os filhos assistiam mais de duas horas de TV por dia, com média de três horas diárias.

Após considerarem outros fatores associados ao comportamento agressivo – como viver em uma vizinhança violenta ou ter a mãe com depressão – os pesquisadores concluíram que o tempo que a criança passava assistindo TV e o tempo em que a TV permanecia ligada estavam significativamente associados ao comportamento agressivo, como bater em outras crianças, ser nervoso ou desobediente e gritar demais.

Há vários fatores que podem ser responsáveis por essa relação. Segundo os autores, as crianças podem estar vendo violência demais na TV ou gastando pouco tempo em outras atividades como a leitura e brincadeiras, que ajudam as crianças a desenvolver comportamentos mais positivos. Por isso, os especialistas recomendam que os pais limitem o tempo das crianças em frente à TV – máximo de duas horas diárias para crianças com mais de dois anos – e prestem atenção ao conteúdo dos programas.

(Archives of Pedriatic and & Adolescent Medicine)

Leia também: "Como seria um dia sem televisão ou relógio", "TV no quarto de adolescentes" e "Crianças, novelas e sexualidade precoce",

Uso exagerado de antibióticos ameaça medicina

O uso exagerado de antibióticos na Europa está produzindo resistência e ameaçando interromper tratamentos médicos vitais, como transplantes, cuidado intensivo para bebês prematuros e terapias contra o câncer, dizem especialistas em saúde. Dominique Monnet, da unidade de aconselhamento científico do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), disse que "toda a medicina moderna" está sob ameaça porque os microorganismos estão se tornando resistentes aos antibióticos, deixando as drogas sem serventia. "Se essa onda de resistência a antibióticos nos vencer, não seremos capazes de realizar transplantes, artroplastias de quadril, quimioterapia e cuidados intensivo e neonatal para bebês prematuros", disse ele a jornalistas em entrevista.

Os antibióticos são necessários em todos esses tratamentos a fim de evitar infecção bacteriana. As bactérias resistentes às drogas, no entanto, são um problema crescente em hospitais marcado pelo aumento das superbactérias como a Staphylococcus aureus, resistente à meticilina (MRSA).

Além dos riscos aos tratamentos no futuro, Monnet afirmou que os custos da resistência aos antibióticos já são altos - e poderão atingir de forma ainda mais dura os orçamentos dos sistemas de saúde de toda a União Europeia, caso não se resolva o problema.

As seis bactérias resistentes a antibióticos mais comuns - em geral chamadas de superbactérias - causam cerca de 400.000 infecções por ano na Europa, matando por volta de 25.000 pessoas e consumindo 2,5 milhões de diárias hospitalares por ano.

O ECDC, que monitora e orienta sobre doenças na UE, calcula que, com o dia de internação custando em média 366 euros (548 dólares), as infecções por superbactérias já consomem 900 milhões de euros por ano em custos hospitalares adicionais e outros 600 milhões de euros por ano em perda de produtividade.

"Por toda a União Europeia o número de pacientes infectados por bactérias resistentes aumenta e a resistência a antibióticos é uma grande ameaça à saúde pública", disse o ECDC.

O governo britânico foi criticado por um comitê parlamentar na terça-feira por não conseguir combater a maioria das infecções hospitalares ao concentrar seu foco em duas infecções principais - MRSA e Clostridium difficile.

O ECDC planeja fazer uma campanha sobre o uso de antibióticos no dia 18 de novembro, para pedir que os médicos parem de prescrever antibióticos em demasia. Os pacientes que exigem antibióticos para infecções virais em geral não sabem que eles não funcionam para isso, disse o centro, mas os médicos sim, e deveriam parar de ceder à pressão.

Sarah Earnshaw, da unidade de comunicações do ECDC, ressaltou que uma pesquisa feita em 2002 indicou que 60 por cento dos pacientes não sabem que os antibióticos não funcionam contra vírus de gripes e resfriados.

"Os pacientes em geral exigem antibióticos", afirmou ela. "E os médicos pensam que receitá-los é uma forma mais rápida de lidar com pacientes exigentes em vez de convencê-los do contrário."

(UOL Notícias)

Nota: Embora em algumas situações seja necessário o uso de antibióticos, é importante sempre fortalecer o sitema de defesa do organismo por meio de um estilo de vida saudável, que inclui boas noites de sono, exercício físico, dieta saudável e confiança em Deus, entre outras coisas.[DB]

Músculos mais fortes e menor risco de Alzheimer

Os idosos que têm músculos mais fortes podem estar sob menor risco de desenvolver doença de Alzheimer, segundo estudo publicado na edição de novembro da revista científica Archives of Neurology. “As descobertas apoiam a ligação entre a saúde física e a cognição no envelhecimento e a importância de se manter uma boa função física e a força”, destacaram os autores.

Avaliando a força de nove grupos musculares nos braços e pernas e músculos respiratórios de 970 pessoas com idades entre 54 e 100 anos e livres de demência, os pesquisadores observaram que os 97 participantes com maior força muscular eram 61% menos propensos a desenvolver doença de Alzheimer em quatro anos do que os 97 mais fracos. Além disso, os mais fortes tinham menor declínio das habilidades mentais com o passar do tempo.

Segundo os autores, a explicação mais plausível para essa relação é que haveria algo ocorrendo no corpo que causa tanto a fraqueza muscular quanto a perda da capacidade mental. “Certamente pensamos que é importante ser fisicamente ativo e malhar para manter os músculos fortes”, destacaram os especialistas. "Uma boa saúde física é importante para uma boa função cerebral", concluíram.

(Archives of Neurology)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ingestão de marisco aumenta risco de diabetes

A ingestão regular de peixe branco e gordo protege contra o desenvolvimento da diabetes tipo 2. No entanto, a ingestão de marisco parece ter um efeito contrário, revela um estudo publicado na revista Diabetes Care. Para esse estudo, os pesquisadores da University of Cambridge, no Reino Unido, contaram com a participação de 9.801 homens e 12.183 mulheres saudáveis, com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos, os quais forneceram dados relativos ao seu consumo semanal de marisco e peixe branco, nomeadamente, bacalhau, linguado ou peixe gordo, como a cavala, arenque, atum e salmão.

O estudo revelou que, ao longo de um período médio de 10 anos, 725 participantes desenvolveram diabetes tipo 2 e que o risco de desenvolvimento dessa patologia foi cerca de 25% menor nos participantes que ingeriram uma ou mais porções de peixe branco ou gordo por semana.

Inesperadamente, os investigadores verificaram que os participantes que ingeriram quantidades semelhantes de marisco, principalmente camarão, caranguejo e mexilhões, tinham um risco 36% maior de desenvolverem diabetes tipo 2.

O baixo risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 relacionado com a ingestão de peixe branco e gordo e o risco elevado com a ingestão de marisco mantiveram-se mesmo quando os pesquisadores tiveram em conta alguns fatores de risco para a diabetes, nomeadamente a atividade física, a obesidade e o consumo de álcool, de frutas e vegetais.

Na opinião da líder do estudo, Nita Forouhi, a relação entre o consumo de marisco e o risco de diabetes requer ainda mais estudos."

(Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo)

Comentário de Ana Carolina, aluna adventista do curso de Medicina da PUC-SP: O capítulo 11 do livro de Levítico traz, de forma detalhada, especificações da lei mosaica sobre animais próprios ou não para a alimentação humana. No versículo 12 desse capítulo, encontramos um expressa recomendação contra os assim chamados frutos do mar: “Todo o que nas águas não tem barbatana ou escamas será para vós outros abominação.”

Alimentação, nutrição e leis dietéticas são um tema bíblico amplo que começa com a criação de plantas por Deus para servir de alimentação para Adão e Eva. Isso demonstra que antes mesmo de criar o ser humano, Deus criou alimento para ele. Isso deve representar algo para o homem moderno, assolado por diversas doenças causadas por um regime alimentar inadequado.

As leis dietéticas delineiam cuidadosamente o que Deus queria que o homem comesse ou não (alimentos puros e impuros). A classificação dos alimentos, desde então, tornou-se parte da religião, lei e cultura hebraicas. Aderir a essas leis simbolizava a obediência e o amor a Deus por parte do Seu povo. Mesmo no cativeiro, essas leis ajudaram o povo de Deus a manter-se unido como uma nação separada. A obediência de Daniel, ao comer apenas alimentos limpos, apesar da imensa variedade que vinha da mesa do rei, é admirável.

A sociedade contemporânea nos oferece hoje um banquete, provavelmente muito maior do que aquele que foi oferecido a Daniel e seus amigos. No entanto, a mesma sociedade gasta, anualmente, bilhões para tratar doenças decorrentes de uma alimentação deturpada. No entanto, o lucro que se consegue com a indústria de alimentos, bebida e tabaco é muito superior aos gastos que se tem ao tratar das pessoas que ficam doentes em decorrência desses produtos.

Deus, no intuito de proteger Seus filhos, Se preocupou com nosso estilo de vida antes mesmo de nos criar e detalhou em Sua palavra a receita para a saúde e a felicidade plena.

Devemos aproveitar o alimento na medida em que precisamos dele, fazendo escolhas saudáveis e em porções apropriadas, lembrando que, ao fazê-lo, honramos a Deus, que escolheu nada menos que nosso corpo para ser Seu templo.

Cafeína virou moda

A sociedade atual anda em um ritmo frenético - informação instantânea, carros velozes, computadores rápidos e fast foods. Faz-se de tudo para se manter atualizado e acompanhar a velocidade do progresso. Muitas pessoas têm buscado energia extra ingerindo bebidas cafeinadas como o café, chás, bebidas de cola e energéticos.

No Brasil, o cafezinho ou pingado pela manhã não pode faltar para a maioria dos brasileiros. Outros já preferem os cafés mais requintados, como os da rede Starbucks, recém-chegada ao Brasil, e que conta com mais de 16 mil lojas pelo mundo. Mas, atenção, a cafeína tem mais efeitos negativos do que você imagina...

Uma pesquisa recente intitulada "Tendências do Consumo do Café no Brasil em 2008", feita pela TNS InterScience, mostrou que o consumo per capita no Brasil em 2008 foi de 5,64 kg de café em grão cru ou 4,51 kg de café torrado, quase 76 litros para cada brasileiro por ano, registrando uma evolução de 2% em relação ao período anterior. Essa pesquisa mostra que nove em cada dez brasileiros acima de 15 anos consomem café diariamente, o que o faz ser a segunda bebida com maior penetração na população, atrás apenas da água e à frente dos refrigerantes e do leite. A penetração do café foi de 97% em 2008, contra 91% em 2001. Os consumidores pesquisados em todo o Brasil também responderam que pretendem continuar a consumir a mesma quantidade de café em 2009. O segmento dos jovens de 15 a 29 anos também apresentou crescimento no consumo diário de café. [Leia mais]

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Beijar o mesmo homem protege contra doença

Cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, descobriram que durante o beijo, o homem pode inocular o citomegalovirus - um vírus que vive na saliva masculina - na mulher. Apesar de inofensivo em pessoas adultas, o vírus pode ser extrememente perigoso durante a gravidez, levando ao aborto ou à deficiência do feto. Por isso, a melhor imunização é beijar. Só que para garantir bons resultados, o médico responsável pela pesquisa divulgada no jornal Medical Hypotheses, doutor Colin Hendrie, recomenda que a mulher beije o mesmo homem durante cerca de seis meses antes da gravidez. Assim, dá tempo de o corpo preparar os anticorpos, o que reduz as chances de infecção do bebê.

(Telegraph)

Nota: Fica mais uma vez evidente que Deus projetou o ser humano para a fidelidade conjugal. Além dos benefícios psicológicos e sociais desse estilo de vida, há também vantagens na área de saúde.[DB]

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Depressão e alimentos industrializados

Um estudo realizado por uma equipe de pesquisadores da University College London, na capital britânica, indica que dietas ricas em alimentos industrializados aumentam o risco de depressão. Em contrapartida, afirmam os pesquisadores, pessoas que comem legumes, verduras, frutas e peixe em abundância apresentam riscos menores de sofrer da condição. O estudo, descrito na revista científica British Journal of Psychiatry, analisou informações sobre a dieta de 3,5 mil funcionários públicos britânicos e, cinco anos mais tarde, monitorou a ocorrência de depressão no grupo. Segundo a equipe de pesquisadores, este é o primeiro estudo a vincular a dieta dos britânicos com a depressão.

Os especialistas dizem, no entanto, que - embora não seja possível excluir a possibilidade de que pessoas com depressão talvez tenham dietas menos saudáveis - é pouco provável que a alimentação seja a razão por trás dos resultados porque não foi identificada uma relação entre dieta e diagnósticos prévios de depressão.

Os pesquisadores dividiram os participantes em dois grupos de acordo com o tipo de dieta que seguiam. Em um grupo ficaram os que consumiam alimentos integrais, frutas, legumes e peixe. No outro, os que comiam principalmente alimentos industrializados, como sobremesas açucaradas, alimentos fritos, carne industrializada, cereais refinados e produtos laticínios ricos em gordura.

Após levar em conta fatores como sexo, idade, educação, atividade física, doenças crônicas e o hábito de fumar, os especialistas identificaram uma diferença significativa em riscos futuros de ocorrência de depressão nos grupos.

Os que comiam mais alimentos integrais apresentaram 26% menos riscos de desenvolver depressão do que os que consumiam menos alimentos integrais. Em contraste, os que comiam mais alimentos industrializados apresentaram 58% mais riscos de desenvolver depressão do que os que comiam poucos alimentos industrializados. (...)

"Esse estudo se soma a um conjunto já sólido de pesquisas que mostram associações fortes entre o que comemos e nossa saúde mental", diz o diretor da entidade britânica Mental Health Foundation, Andrew McCulloch. "Estudos como esse são cruciais porque são a chave para que tenhamos uma compreensão melhor da doença mental."

McCulloch acrescenta que as dietas das pessoas estão se tornando cada vez menos saudáveis. "A população da Grã-Bretanha está consumindo menos produtos frescos e nutritivos e mais gorduras saturadas e açúcares", afirma.

"Estamos particularmente preocupados com os que não podem ter acesso a alimentos frescos ou moram em áreas onde existe um número alto de restaurantes de fast food e comida para viagem."

(BBC Brasil)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Frutas e legumes para a saúde cognitiva

Um estudo da Universidade Heinrich-Heine, na Alemanha, traz mais evidências de que o consumo de frutas e legumes pode melhorar o aprendizado, a memória e o raciocínio de pessoas saudáveis. Avaliando 193 pessoas com idades entre 45 e 102 anos, os pesquisadores observaram que aqueles com a maior ingestão diária de vegetais (cerca de 400g) tinham maior nível de antioxidantes, menores indicadores de danos oxidativos e melhor desempenho cognitivo do que aqueles que consumiam menos de 100g de frutas e verduras por dia.

De acordo com os autores, é reconhecida a forte associação entre a ingestão de frutas e legumes e as defesas de antioxidantes naturais do corpo contra os radicais livres, além do fato de a má nutrição estar relacionada a um maior risco de problemas cognitivos. “Com esse trabalho, mostramos uma múltipla associação entre a ingestão de frutas e vegetais, as defesas antioxidantes e o desempenho cognitivo na ausência de doenças e independentemente da idade”, disse a pesquisadora Cristina Polidori, da Universidade de Bochum.

Baseados nos resultados, os especialistas recomendam melhorar a nutrição, com o aumento do consumo de frutas e legumes, como forma de prevenção à demência e outros problemas cognitivos. E mais estudos estão sendo planejados para confirmação, incluindo maior amostra e pacientes com doença de Alzheimer em vários estágios e com problemas cognitivos leves.

(Science Daily)

Brigas de família e dores de cabeça nas crianças

Um estudo recente da Universidade de Gottingen, na Alemanha, indica que até 30% das crianças de todo o mundo sofrem dores de cabeça pelo menos uma vez por semana. Segundo os autores, as discussões de família e a falta de tempo livre estão entre as principais causas desse problema. Avaliando dados de mais de duas mil crianças sobre fatores como família e lazer, os pesquisadores descobriram que as meninas têm duas vezes chances de ter dores de cabeça do que os meninos. Além disso, as análises indicaram que os meninos que assistiam mais de uma briga de família por semana teriam 1,8 vezes mais chances de ter dores de cabeça, e aqueles que tinham pouco tempo para si mesmos teriam 2,1 vezes maior risco.

Os pesquisadores destacam que o comportamento dos pais em relação às queixas das crianças teria influência tanto positiva quanto negativa na frequência das cefaleias, principalmente entre as meninas. Por isso, os especialistas defendem que a família esteja atenta aos sintomas das crianças e evitem conflitos, que poderiam aumentar a recorrência do problema.

(Science Daily)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Falta de esperança e derrame em mulheres

A falta de esperança entre mulheres não só é triste como também eleva o risco de derrames, disseram pesquisadores dos EUA... De acordo com esse estudo, publicado na revista Stroke, mulheres saudáveis, mas que se sentem cronicamente desesperançadas, têm maior propensão a desenvolver placas nas paredes das artérias do pescoço, o que pode provocar um acidente vascular cerebral (derrame). "Essas descobertas sugerem que as mulheres que experimentam sensações de desesperança podem ter maior risco para futuras doenças cardíacas e derrames", disse Susan Everson-Rose, da Escola Médica da Universidade de Minnesota, autora do estudo.

Muitas pesquisas já vincularam a depressão a doenças cardíacas, e estudos recentes inclusive sugeriram que o otimismo pode proteger as mulheres dos problemas do coração.

O estudo comandado por Everson-Rose é o primeiro a vincular diretamente a desesperança aos derrames em mulheres saudáveis. Foram examinadas 559 mulheres com idade média de 50 anos e sem sintomas clínicos de doença coronariana, como hipertensão.

Para medir a falta de esperança, foram feitas perguntas sobre o futuro e objetivos pessoais. Também foram medidos os sintomas de depressão com base em uma escala de avaliação com 20 itens. Finalmente, exames de ultrassom mediram a espessura das artérias do pescoço.

"O que descobrimos é que essas mulheres que relataram sentir desesperança a respeito do futuro ou dos seus objetivos pessoais tinham maior engrossamento das artérias do pescoço - mais aterosclerose -, o que é um pré-indicador do risco de derrame e subsequente ataque cardíaco", disse Everon-Rose por telefone.

Em média, mulheres sem esperança tinham as artérias do pescoço 0,02 milímetro mais espessas do que as esperançosas. A diferença foi significativa mesmo levando em conta outros fatores de risco coronariano, como idade, raça, renda, fatores de risco para doenças cardíacas e até a depressão.

Everson-Rose explicou que sua equipe buscou especificamente diferenças entre mulheres desesperançadas e as deprimidas - um distúrbio mais geral, que afeta coisas como sono, apetite e humor. "O que descobrimos é que o engrossamento das artérias do pescoço é um traço específico da desesperança."

Everson-Rose disse que ainda é necessário realizar estudos sobre as mudanças fisiológicas que geram esse resultado. O estudo não monitorou, por exemplo, os níveis de cortisol (hormônio ligado ao estresse).

A pesquisadora recomendou que mulheres que se sintam desesperançadas fiquem conscientes do risco e busquem ajuda.

(Folha Online)

Nota: Por falar em esperança, você está sabendo da programação especial que a Igreja Adventista preparou sobre esse assunto? Clique aqui e confira.

Para se defender da celulite

A luta contra a celulite é eterna para muitas mulheres, mas você já parou para pensar quais são as causas dos furinhos que atrapalham tanto a nossa vida? Você sabia que alguns hábitos errados do nosso cotidiano colaboram para o surgimento da celulite? O dermatologista Ademir Junior enumerou os "melhores amigos" desse mal tão temido, confira:

Excesso de peso - apesar de não ser exclusiva em mulheres com excesso de peso, a celulite costuma ser mais grave em pacientes com estas características.

Sedentarismo - Boa circulação e musculatura de qualidade ajudam a prevenir a celulite e colaboram com a melhora da pele que apresenta o problema.

Produção ou ingestão hormônios - Os hormônios femininos ajudam a promover o aparecimento da celulite, quando a paciente usa alguns métodos anticonceptivos hormonais, as ditas pílulas, pode ter seu quadro piorado.

Fumo - o cigarro piora a circulação sanguínea da pele e aumenta a produção de radicais livres que podem favorecer o aparecimento da celulite.

Roupas muito justas ou apertadas - reduzem a circulação sanguínea e favorecem o acúmulo de líquidos nas áreas de risco de celulite.

Má qualidade de sono - um sono ruim pode contribuir para a liberação de hormônios do estresse que promovem retenção de líquidos no corpo, favorecendo a celulite.

Estresse - A saturação emocional retêm líquidos.

Alimentação inadequada - dietas não balanceadas e ricas em calorias e/ou sal ajudam no ganho de peso e na retenção de líquidos que agravam a celulite.

Baixa ingestão de líquidos - pacientes que bebem pouca água ao longo do dia acabam tendo maiores problemas de circulação e consequentemente retendo mais líquidos.

Postura inadequada - a postura inadequada interfere na retenção de líquidos e na deposição de gordura no corpo, favorecendo o aparecimento e piora da celulite.

(Larissa Alvarez, Vila Batom)

Nota:
Resumindo: para evitar a celulite, basta viver de acordo com as dicas de saúde expostas na Bíblia e nos escritos de Ellen G. White, há mais de três milênios e um século, respectivamente. É só viver "a vida como ela deve ser".

Efeitos da sexualização feminina precoce

O livro Getting Real focaliza a sexualização e coisificação das garotas e das mulheres na mídia, na cultura popular e na sociedade. A sexualização e a pressão por um visual “magro, quente e sexy” é cada vez maior e mais precoce. Roupas, músicas, revistas, brinquedos e jogos enviam às garotas mensagens de que elas são apenas um corpo. Os efeitos da sexualização prematura das meninas têm impacto no corpo e na mente, com o crescimento de comportamentos destrutivos, desordens alimentares, ansiedade, depressão e baixa autoestima. Getting Real reúne escritores, advogados e acadêmicos, incluindo alguns dos maiores críticos da disseminação da cultura pornográfica. Organizado pela advogada Melinda Tankard Reist, Getting Real é um livro para aqueles que querem ver um mundo melhor para a próxima geração.

Por enquanto, só em inglês.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Estabilidade emocional e inteligência prolongam vida

Homens inteligentes e emocionalmente estáveis podem viver mais do que aqueles que são neuróticos e menos inteligentes, segundo estudo da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido. Em pesquisa com cerca de 4,2 mil homens, os especialistas observaram que aqueles que apresentavam uma tendência a se preocupar demais e a ter oscilações emocionais, além de menor habilidade cognitiva, tinham mais chances de morrer ao longo de dez anos. De acordo com especialistas, pessoas neuróticas tendem a ser tensas, ansiosas e propensas à depressão, tendo mais probabilidade de fumar e de ter pior saúde do que aquelas que não são neuróticas. Porém os efeitos desses traços poderiam ser reduzidos entre os mais inteligentes, que são mais propensos a ter recursos necessários para lidar com os problemas de saúde.

No estudo, um total de 234 homens morreu durante o acompanhamento, que se deu por 15 anos. E, após considerarem a influência da idade e outros fatores, os pesquisadores observaram uma associação de altos níveis de neuroticismo e de baixa habilidade cognitiva com maiores riscos de morte.

"O risco representado pela menor inteligência foi através de sua associação com pior saúde, menos escolaridade e menor renda", explicou o pesquisador Alexander Weiss, líder do estudo. Um maior status socioeconômico e uma maior saúde física, porém, anulavam os efeitos da baixa inteligência, mas não do alto neuroticismo, na mortalidade.

Os autores destacam que a mensagem mais importante do estudo "é que os fatores psicológicos podem interagir para afetar a saúde". E os resultados apoiam estudos anteriores que associam os traços de personalidade à longevidade.

(Psychosomatic Medicine, maio de 2009)

domingo, 18 de outubro de 2009

Casados têm mais chances de sobreviver a câncer

Pessoas casadas têm mais chances de sobreviver ao câncer do que as que estão se separando no período em que são diagnosticadas, segundo um estudo americano. Pesquisadores da Indiana University analisaram dados de 3,8 milhões de pessoas diagnosticadas com câncer entre 1973 e 2004. Eles constataram que entre os participantes casados, as chances de viver pelo menos cinco anos após o diagnóstico foram de 63%. Entre os que haviam se separado recentemente, as chances caíram para 45%. A equipe concluiu que o estresse provocado pela separação afeta a imunidade do paciente, tornando-o mais vulnerável à doença. O impacto do casamento sobre a saúde já foi alvo de estudos anteriores e os especialistas acreditam que o amor e o apoio do parceiro sejam essenciais na luta contra a doença. O novo estudo, [publicado] na edição de novembro da revista científica Cancer, da American Cancer Society, parece confirmar essa teoria.

A equipe analisou índices de sobrevivência ao câncer durante cinco e dez anos entre casados, nunca casados, divorciados, viúvos e recém-separados. Depois dos casados, o grupo dos participantes que nunca foram casados apresentou os melhores resultados, seguido pelo grupo dos divorciados e, depois, pelos viúvos. "Pacientes que estão se separando na época do diagnóstico podem ser um grupo particularmente vulnerável", disse Gwen Sprehn, principal autora do estudo. "A identificação de estresse associado a relacionamentos no período do diagnóstico poderia levar, logo cedo, a intervenções que poderiam ter um impacto favorável na sobrevivência (do paciente)", sugeriu Sprehn.

Entre as possíveis intervenções mencionadas pelos especialistas estariam, por exemplo, tratamentos psicológicos. A pesquisadora acrescentou, no entanto, que são necessárias mais pesquisas sobre o assunto principalmente para identificar a razão desses padrões de sobrevivência. (...)

(G1 Notícias)

A batalha pela mente (conclusão)

Mentalmente cegos

“Os que violam as leis da saúde ficarão mentalmente cegos e transgredirão a lei de Deus.” – Temperança, pág. 80

A reforma de saúde não foi dada para nos salvar, mas para nos proteger.

Canal de comunicação

“Os nervos do cérebro, que se ligam com o organismo todo, são o meio pelo qual o Céu se comunica com o ser humano e afeta a sua vida íntima. O que quer que atrapalhe a circulação da corrente elétrica no sistema nervoso, debilitando assim as forças vitais e diminuindo a suscetibilidade mental, vem tornar mais difícil o despertar da natureza moral.” – Educação, pág. 209

“É a mente que adora a Deus e nos põe em contato com os seres celestiais. No entanto muitos passam toda a vida sem instruir-se acerca do estojo [o corpo humano] que contém esse tesouro.” – Fundamentos da Educação Cristã, pág. 426

“Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? ... porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado.” I Coríntios 3:16 e 17

(Baseado na apostila “Evangelismo e Saúde”, de Elisa e Sidionil Biazzi)